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Parque Nacional da Tijuca e a Trilha do Circuito das Grutas

Atualizado: Jun 22

Diário de uma mochileira


10/11/2019


Fiquei com vontade de escrever sobre as grutas, mas com essa vontade lembrei-me de um livro sobre o Parque que, depois da trilha, comecei a ler. Fiz o circuito com um guia e mais quatro pessoas. Subimos o parque de carro (durou uns 10min) e estacionamos em frente a um restaurante chamado A Floresta. Esse restaurante é mantido pelo Governo Federal, porém precisando urgentemente ser reformado. Começamos a fazer a trilha ao contrário. Descemos a estrada um pouco a pé e conhecemos algumas formações rochosas, como a Gruta Paulo e Virgínia. Havia uma mesa e bancos, ótimo pra fazer um belo piquenique. E, logo em seguida, a trilha iniciou.


Os parques, em geral, ainda são pouco conhecidos pelos moradores do Estado do Rio de Janeiro. Digo isso por mim, inclusive. Comecei a estudar em escola pública em 1995, no município de São Gonçalo, e não me lembro de ter ido a nenhum parque. Só fui conhecê-lo por volta de 2012! Triste, pois deveria ser uma programação obrigatória do sistema educacional.


Os parques têm muita história pra contar. O Parque Nacional da Tijuca, principalmente, pois começou a ser reestruturado numa época em que a cidade do Rio de Janeiro (1930) estava gritando por autonomia administrativa do Governo Federal, a deixar de lado importantes projetos em desenvolvimento, como era o reflorestamento da Floresta da Tijuca. Parece-me que a intenção dos governantes da época era mais brigar entre si do que preservar seus monumentos históricos. Não é só de água e comida que pretendo viver, por favor! Quero saber a minha história, dos meus antepassados! A situação do ensino em escolas públicas ainda faz-me lembrar da música do Pink Floyd... Another Brick in the Wall... Tô viajando já.


Os trechos abaixo foram tirados desse livro, mencionado no início do texto, digitalizado pela Biblioteca Nacional. O livro foi escrito por um colecionador de arte da época muito influente, chamado Raimundo Ottoni, e achei importante mostrar aqui devido ao conteúdo histórico riquíssimo, além de fotos (começa na página 34) das grutas, cachoeiras, cascatas e casebres, caso você se aventure pelo Parque. E espero que seja logo! Amém.


Logo depois dos prints e fotos, dou dicas importantes para fazer a trilha e indico alguns parceiros, através de links, que podem te ajudar nessa aventura.



Boa pesquisa e até breve!


Quando o parque foi restaurado?


Pág.13


A mata do Parque é virgem?


Pág. 17

Quem foi Raimundo Ottoni de Castro Maia?

Obs.: O Rio de Janeiro ainda era chamado de Distrito Federal. Só em 1960 que a capital foi transferida para Brasília.


Pág. 29



O restaurante precisa de reparos urgentemente! A começar pela parede abaixo. O responsável pela adm do lugar disse que tirou do próprio bolso para fazer pequenas reformas, pois a verba estava demorando a chegar. Nesse restaurante há um cômodo à parte, onde não pude entrar. Ele precisa ser restaurado, caso contrário, irá desabar. Muito história ali será perdida, inclusive uma painel imenso, relatando o dia a dia dos escravos do período colonial, pintado em uma parede.


Gruta dos Morcegos


Gruta do Archer


Gruta do Belmiro



Dicas importantes:

Quando ir:

Melhor ir no verão, devido ao sol forte te ajudar a entrar na cachoeira, mas cuidado com tempestades. Se for pra caminhar ou fazer trilha, primavera e outono são épocas ideais.

O que levar:

Leve repelente, lanterna, tênis para caminhada ou bota, chinelo, roupa de banho, toalha, protetor solar, duas garrafas com água congelada, kit emergência, vá de calça comprida folgada, chapéu ou boné, óculos. Tente não levar muita coisa, pois você irá caminhar bem. Antes de chegar à trilha, logo na entrada do Parque, há um restaurante e uma praça. Talvez tenha alguma barraquinha vendendo salgados.

Quanto levar:

Depende do seu objetivo. Sugiro fazer um roteiro antes de ir, para evitar surpresas. Lembrando que há grupos no Facebook que fazem trilhas com custo mínimo ou nenhum. Eu paguei R$ 20, na época. Leve dinheiro.

Como chegar:

Google maps, Moovit, Uber estão aí pra isso. Se quiser ir de carona, tem o Blablacar. E se for com guia ou grupo especializados, provavelmente eles te informarão o caminho de alguma forma.


Mapa de distância

Onde se hospedar:

Pesquise no Booking ou no Hurb. Se for uma viagem econômica, sugiro ficar em algum lugar na Tijuca.



E não esqueça de renovar sua mochila! Acesse o site e confira as novidades!




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